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newsletter bulldog 28

Para que serve o celofane do charuto?

Vem aí o charuto do mês de março!

Olá, *|FNAME|*! Você certamente já se deparou com charutos embalados individualmente em celofane, mas sabe o que é e qual a razão disso?

Primeiro é importante entender que essa embalagem, apesar de parecer, não é um plástico, bom, pelo menos nos bons charutos. O nome celofane vem do inglês Cellophane que é a união das palavras celulose e diaphane o que nada mais é que celulose transparente. O material é obtido a partir da madeira e plantas e é, inclusive, biodegradável. É a prova da água mas semi permeável e, por esse motivo, ele é capaz de criar um micro clima interno e ajudar a conservar o charuto, algo que não seria possível com um plástico (proveniente de petróleo) por exemplo.

Apesar de hoje ser quase regra entre os charutos off cuba, entre a década de 1930 até o início dos anos 90 foi bastante utilizado nos charutos cubanos. Entre os charutos nacionais também é possível encontrar exemplares embalados assim como o Dona Flor e Dannemann.

O celofane começou a ser usado a princípio para proteger de danos físicos e, além de garantir uma higiene maior ao produto, os fabricantes tem a certeza que o produto estará protegido até chegar as prateleiras das tabacarias. A vantagem em relação aos tubos e embalagens de alumínio, para o consumidor, é que você pode ver o charuto e, com isso, ter a certeza da qualidade da capa do charuto e sua integridade física, além disso os tubos prejudicam a conservação dos charutos. A embalagem individual é uma exigência da FDA, o orgão estadunidense que regulamenta tudo, por isso todos os produtos que são comercializados lá seguem essa apresentação e também por isso não vemos os cubanos embalados.

A grande discussão entre os aficionados é se o celofane deve ou não ser retirado quando for armazenar na caixa umidora. Caso o charuto esteja um pouco ressecado o meu conselho é manter ele na embalagem e dentro da caixa, dessa maneira o processo de recuperação da umidade será mais lento e menos agressivo as folhas. Além disso, caso você não tenha a caixa, guarde ele – por um curto período – dentro da embalagem, assim a perda de umidade também será mais lenta, mas lembre que o celofane não substitui o controle de umidade com boveda por exemplo.

Outra razão para manter ele no celofane é para não permitir que ocorra a mistura de aromas com outros charutos da sua caixa caso ela não tenha divisórias. Isso é uma escolha particular, ou seja, caso prefira manter diferentes charutos juntos não há nada de errado. A título de curiosidade eu guardo meus charutos sempre com celofane e todos juntos, mas edições muito especiais e charutos que eu quero envelhecer por um período maior eu coloco de maneira individual em caixas separadas.

O fósforo do velho oeste

por Walter Macedo

Com certeza você também ficava intrigado quando via, nos filmes de Velho Oeste, o personagem acender seu charuto com um fósforo riscado no solado da bota, no tampo de uma mesa, na sela do cavalo ou em qualquer outra superfície.

O segredo era o tipo do fósforo utilizado para o acendimento. No início do Século XIX, por volta de 1827, um inglês chamado John Walker descobriu que se colocasse na ponta de um palito de madeira, sulfeto de antimónio, clorato de potássio, cola e amido, ele poderia ser aceso por atrito em qualquer superfície áspera.

Esse tipo de fósforos deixou de ser fabricado há mais de um século por motivos de segurança. Ocorre que eles faziam a ignição ao desenvolver atrito com uma superfície seca. Por vezes, em contato uns com os outros dentro da própria caixa, incendiavam-se.

A composição química desses fósforos originais é diferente da usada nos fósforos de palito atuais. Nos utilizados atualmente, para manter a segurança e evitar a autoignição, separaram os seus componentes entre a cabeça do palito e a lixa da caixa, que deixou de ser uma simples superfície de atrito.

Ao que se conta, foi por volta de 1845, que um sueco inventou os à época chamados ‘fósforosde segurança’, como os que agora usamos. Estes usam na cabeça do palito oxidantes; clorato de potássio; enxofre e cola.

A tira de lixa na caixa não é uma simples lixa. Contém dextrina, fósforo e trissulfato de amônio, que com o atrito com a cabeça do palito, se incendeia.

Muita gente ainda utiliza fósforos para acender o charuto, preferencialmente os longos que queimam durante o tempo necessário para o acendimento. Temos esses palitos a disposição, aqui na Bulldog, para quem quiser comprar as caixas fechadas.

Hoje se utiliza preferencialmente os maçaricos, que fazem a combustão completa, produzindo uma chama azul, diferente dos isqueiros tradicionais que produzem uma chama amarela e fazem a combustão incompleta, o que pode trazer ao charuto sabores e aromas indesejáveis.

O importante é saber que o que deve acender o charuto é o calor, e não o fogo, independente do método que você escolher, essa regra nunca muda.

Boas baforadas.

Brick House

O charuto de março, na Bulldog

Julius Caeser Newman já é um nome muito conhecido e reconhecido no Brasil, e no mundo. Produzindo charutos desde o final de 1.800 nos Estados Unidos, é até hoje a marca mais antiga do país a ainda ser comanda pela família fundadora.

A marca já trabalhou em parceria com grandes nomes, como Arturo Fuente e Oliva, com os quais produziu o Maximous e o Julius Caeser, ambos são charutos deliciosos, mas de maior fortaleza e complexidade.

Para esse mês buscamos uma opção de uma degustação mais longa, mas também mais suave. Uma opção que desde que chegou vem agradando inciados e aficionados experientes. Brick House é o charuto de março, um Double Connecticut, com folhas da Nicarágua, sendo a capa Connecticut Shade e o capote Connecticut Broadleaf.

Eleito um dos 25 melhores de 2022 pela Cigar Aficionado, em uma generosa bitola com quase uma hora e meia de queima, ele combina notas de especiarias, chás, com um final que trás um dulçor de frutas frescas, baunilha e café. Uma evolução e fluxo excelentes.

Para harmonizar, a nossa sugestão é o The Glenlivet Founder’s Reserve single malt whisky, envelhecido em barril de carvalho. As notas delicadas de frutas cítricas e seu dulçor muito equilibrado vão ser a combinação perfeita para essa degustação.

Lembrando que além do Happy Hour (17 às 19h) as quartas com o Brick House mais uma dose de Glenlivete com 15% de desconto, cada charuto que você degusta aqui na Bulldog (de qualquer marca) você concorre a um Brick House no fim do mês. Ou seja, mais uma razão para aproveitar o melhor momento do seu dia aqui na Bulldog.

Happy Hour Bulldog

Se nessa newsletter já apresentamos o charuto de março, significa que são os últimos dias para você concorer ao charuto de fevereiro, o Oliva Serie V Belicoso e, hoje, o último dia para aproveitar o Happy Hour do Oliva Serie V Belicoso harmonizado com o nosso drink Bulldog. O drink é exclusivo aqui na casa, desenvolvido pelo Marcelo Y. Prantoni, combina bourbon, vermute e café. Sozinho ele já é bom, mas com esse Oliva é a combinação perfeita!


Faça a sua reserva para o Happy Hour de hoje!

*|FNAME|*, venha aproveitar as nossas sugestões de harmonização e sexta ainda tem Happy Hour com pastelzinho, por aqui! Esperamos você!

Boas degustações,

Carol e Walter Macedo

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